Múcio afirma que férias de Dilma não são uma fuga do 'furacão'

Ministro das Relações Institucionais diz que são 'justos' os dias de folga que chefe da Casa Civil irá tirar

Tânia Monteiro, AE

25 de agosto de 2009 | 14h12

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, declarou nesta terça-feira, 25, que "é justo" que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tire uns dias de descanso, "depois de tudo que ela passou", referindo-se às sessões de quimio e radiooterapia a que ela se submeteu. Ele ressalvou, no entanto, que isso só ocorrerá depois do anúncio do marco regulatório do pré-sal, previsto para segunda-feira, 31, da próxima semana.

 

Questionado se esta saída não seria estratégica para livrar a ministra do furacão provocado pelas acusações da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, de que teria sido procurada por Dilma para agilizar as investigações contra o filho do presidente do Senado José Sarney, José Múcio declarou: "ela é candidata a presidente da República. O furacão vai ser sempre. No meio de 192 milhões de brasileiros, uma foi escolhida para ser nossa candidata. Então, os problemas vão sempre estar em torno e ela não vai fugir dos problemas nunca".

 

José Múcio insistiu que o descanso da ministra foi por orientação dos médicos. "Foi orientação médica. Ela precisava de um descanso. Ela trabalha mais do que nós todos. Precisava dar um parada", comentou ele, lembrando que ela já descansou na segunda, 24, e irá fazer o mesmo nesta terça, 25. Mas avisou que na quarta-feira, 26, os integrantes do governo "terão um dia duro" para terminar a questão do pré-sal para apresentar na próxima segunda-feira.

 

Nesta terça-feira, 25, a exemplo do que ocorreu na segunda, 24, a ministra Dilma não foi ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República. Ele ficou em casa. A agenda da ministra, porém, indica que ela tem despachos internos. A ministra Dilma deverá tirar pelo menos uma semana de folga.

 

Sobre o fato de ser um dos integrantes da tropa de choque está sendo montada pelo governo para proteger a ministra Dilma e evitar os ataques diretos a ela, o ministro brincou: "Não é tropa de choque em defesa. É o batalhão que vai ajudar".

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