Múcio admite dificuldades para preenchimento de cargos

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio, admitiu hoje que o governo não concluiu o processo de definição de cargos para seus aliados políticos. "Muitas coisas foram resolvidas durante o mês de janeiro em relação às nomeações que estavam sendo aguardadas por partidos da base aliada. Mas um mês não foi suficiente para os compromissos que estavam aguardando para serem resolvidos por dez ou onze meses", comentou.Múcio relatou as dificuldades para o preenchimento dos cargos e detalhou os problemas - que são diversos - porque afetam pessoas e interesses específicos. "Para cada pleito atendido tem alguém sendo desatendido. Para cada nomeado, tem alguém que o governo nomeou antes e está sendo tirado do lugar. Todos merecem satisfação", disse. Segundo José Múcio, há uma "diversidade de dificuldades". Ele relatou que, às vezes, "é preciso substituir alguém que vai bem por uma questão política; às vezes o problema é substituir alguém de partido diferente; e há dificuldades até mesmo quando se vai substituir por alguém de um mesmo partido".Múcio comentou, no entanto, que espera encontrar um solução. "Precisamos ter um fim disso. A articulação política não é só cargos e emendas. Temos discussões de propostas de governo. Temos muitas outras coisas", comentou. O ministro evitou confirmar novos nomes e disse apenas que "caminha-se para isso", em relação ao nome de Jorge Zelada para diretoria internacional da Petrobras. Lembrou, entretanto que a escolha dos nomes passam pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O nome de Zelada "está desenhado, mas ainda não está nomeado".

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