MSU critica Haddad em evento do ProUni

Representantes do Movimento dos Sem Universidade (MSU), que reivindicam a ampliação do acesso à educação, criticaram o discurso do ministro da Educação, Fernando Haddad, em comemoração à milionésima bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). A avaliação é de que Haddad "foi mal" ao omitir a participação do movimento popular na criação e implantação do programa. Além disso, os militantes pedem a extensão do programa às instituições públicas, por meio da aprovação do PLC 180 no Senado. A solenidade marcou a despedida do petista do cargo para concorrer à Prefeitura de São Paulo.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

23 de janeiro de 2012 | 19h13

"O ProUni é uma conquista popular", afirmou o presidente do MSU, Sérgio José Custódio, lembrando o engajamento da entidade em atos públicos em defesa do programa quando era alvo de críticas de especialistas e formadores de opinião. "Um milhão de bolsas é um marco, mas, ao mesmo tempo, denuncia a exclusão social das universidades públicas", emendou.

Após a solenidade pró-Haddad, representantes do MSU entregaram ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um documento pedindo empenho do governo federal na aprovação do projeto de lei da Câmara (PLC) 180/08, que aguarda votação no Senado há três anos. Para o MSU, a aprovação deste projeto é o caminho para eliminar, de vez, o processo de elitização das faculdades públicas.

O projeto, de autoria da deputada Nice Lobão (PSD-MA), reserva de 50% das vagas nas universidades públicas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Atualmente, há 6,1 milhões de estudantes matriculados no ensino superior, sendo 1,6 milhão em universidades públicas. A projeção do substitutivo aprovado na Câmara em 2008 é de que esse número pode dobrar, chegando a 12 milhões de matrículas em dez anos, dos quais 4,1 milhões seriam alunos de instituições públicas.

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