MST tenta invadir usina no Pontal do Paranapanema

Eles chegaram em cinco ônibus e permaneceram quase dia todo; protesto foi pacífico e não houve incidentes

Sandro Villar, especial para o Estado

13 de junho de 2008 | 16h45

Cerca de 200 militantes sem-terra, ligados ao MST, tentaram invadir nesta sexta-feira, 13,  a Destilaria Alcídia, usina de açúcar e álcool, localizada no município de Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema. Eles chegaram em cinco ônibus e permaneceram quase o dia inteiro na frente da usina, protestanto contra o agronegócio e a expansão da cana-de-açúcar na região, o que, segundo o MST, prejudica a reforma agrária. O protesto foi pacífico, sem incidentes.  A Polícia Militar compareceu com três viaturas. "Eles impediram a entrada de caminhões, o portão ficou fechado. Quiseram também impedir a entrada dos nossos funcionários, que entraram na destilaria por uma portaria alternativa", afirmou Lamartine Navarro Neto, diretor da destilaria. Para o diretor, a manifestação é política e injusta. "É injusta, mas não cabe a mim julgar", acrescentou. Adogados da empresa solicitaram à Justiça a reintegração de posse, mesmo sem a ocupação interna.  "A frente da usina também é uma área nossa. Não é apenas o parque industrial", justificou Neto. Com mais de dois mil funcionários, a Destilaria Alcídia vai produzir este ano 90 milhões de litros de álcool, entre anidro e hidratado, e 65 mil toneladas de açúcar.

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