MST solicita agenda com ministros para discutir política agrária

Iniciativa do grupo faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, organizada em todo o País

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2015 | 18h34

São Paulo - Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) se reuniram nesta tarde, 12, com a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Nilza Fiuza, para solicitar reunião com ministros de governo com o objetivo de discutir políticas agrárias. 

O encontro ocorreu enquanto cerca de 1.500 pessoas, segundo o MST, realizavam protesto pacífico no vão do Masp, na capital paulista, como parte das ações da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, organizada pelo MST em todo o País. Os militantes pretendem se reunir com os ministros Aloysio Mercadante (Casa Civil), Gilberto Kassab (Cidades), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), além dos presidentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. "Não estamos contentes com a política de governo em relação aos trabalhadores do campo. Rompemos com uma forma perversa de séculos atrás de governar e não queremos perder o que conquistamos", disse Delwek Matheus, membro do diretório nacional do MST.

Na lista de demanda dos trabalhadores rurais estão melhor distribuição de terras, cancelamento do aumento da energia elétrica, melhor acesso ao crédito bancário para trabalhadores rurais, além de reintrodução da reforma agrária como tema de debate com o governo. "Estamos sim, pressionando o governo, mas não estamos pedindo o impeachment da presidente Dilma. Queremos negociar", afirmou Ubiratan Dias, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). 

Neste domingo, vários coletivos contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff convocam para uma manifestação nacional em todo o País. Já nesta sexta-feira, 13, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) organiza atos a favor da Petrobrás, dos direitos civis e da democracia nas 27 capitais brasileiras. Segundo o coordenador nacional da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Elvio Motta, são aguardadas cerca de 4.000 trabalhadores rurais para o movimento de domingo.

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