MST reivindica autoria de invasão no Pontal

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) reivindicou hoje a autoria da invasão da fazenda Tupi Conan, invadida na última sexta-feira por 300 sem-terra. A ação havia sido atribuída ao Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) pelo dono da fazenda, João Coelho Júnior, e pelos policiais que estiveram na área. O Mast é uma dissidência do MST. "Essa ocupação é nossa", disse o coordenador regional do MST, Clédson Mendes. "Quem está na fazenda é o nosso pessoal." O fazendeiro acredita que os dois movimentos estão agindo de forma conjunta. Ele identificou militantes do Mast na fazenda, mas também reconheceu as bandeiras vermelhas do MST. Segundo Mendes, a ação foi planejada e executada pelos líderes do acampamento Jahir Ribeiro, em Presidente Epitácio, que pertence ao MST. Há cerca de um mês, um desentendimento entre o coordenador do acampamento, Edi Ronan, e o líder José Rainha Júnior, teria levado à divisão do acampamento. O grupo ligado a Ronan teria decidido trocar de bandeira. Mendes negou a desavença. A divisão do acampamento, segundo ele, foi uma estratégia decidida pelo movimento para abrir uma nova frente de arregimentação de famílias. Ele garantiu que Ronan continua no MST e na coordenação do grupo de acampados. Ronan não foi encontrado. A dirigente do Mast, Valdirene Gomes da Silva, disse se houve participação de militantes, segundo ela, foi espontânea.

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