MST recebe prazo de 48 horas para deixar fazenda invadida

Grupo de 300 sem terra ocupa local; depois desse prazo, a retirada será feita por força policial

Chico Siqueira, especial para O Estado

17 de abril de 2012 | 16h19

A Justiça deu prazo de 48 horas para que um grupo de aproximadamente 300 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) deixe a fazenda São Domingos, invadida no último sábado, em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema.

Os sem-terra receberam nesta terça-feira a notificação expedida pelo juiz da comarca de Pirapozinho, Francisco José Dias Gomes, determinando a reintegração de posse requerida pelos donos da propriedade. Na decisão, Gomes dá praz de 48 horas, após a notificação, para os sem-terra deixarem a fazenda voluntariamente. Depois desse prazo, a retirada será feita por força policial.

Lideranças dos sem-terra dizem que vão resistir. Em notra, a PM disse que espera a requisição de força policial pela Justiça para organizar uma operação para dar apoio ao oficial de Justiça e fazer com que a reintegração seja cumprida no mais curto espaço de tempo possível.

A ocupação ocorre num clima de tensão. Nos últimos dias, os donos da fazenda registraram boletins de ocorrência acusando os sem-terra de ameaçá-los e de destruir bens da propriedade. Na segunda-feira a proprietária da fazenda Iracema Calvo Paes procurou a polícia para denunciar que um dos filhos, que ainda estaria na propriedade, tinha sido ameaçado pelos sem-terra. Outro dono da fazenda Manoel Peres Neto também registrou boletim de ocorrência acusando os sem-terra de retirar cercas e derrubar plantações de cana. O MST negou as acusações.

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