MST quer incluir superacampamento no Fome Zero

O MST vai pedir ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, a inclusão das mais de 3 mil famílias do superacampamento de Presidente Epitácio, no interior paulista, no programa Fome Zero. Os termos do pedido foram definidos neste domingo em assembléia no acampamento. Segundo o dirigente regional do MST, Wesley Mauch, as famílias acampadas não têm de onde tirar o sustento e pode começar a faltar comida logo.Ele calcula entre 3.200 a 3.300 famílias nos barracos construídos nas duas margens da rodovia vicinal SPV-35, que liga Epitácio a Teodoro Sampaio. O acampamento, formado pelo líder dos sem-terra José Rainha Júnior, já é o maior do Brasil, segundo Mauch. "Até o final de julho vamos chegar às 5 mil famílias prometidas pelo Rainha, mas não pretendemos parar por aí."O grande problema, segundo Mauch, está sendo garantir alimentação. A ajuda dada pelos núcleos da Pastoral da Terra e sindicatos da região já não é suficiente. O MST enviou pedido de cestas básicas ao Incra e ao governo paulista. O dirigente do MST acredita que os pedidos vão ser atendidos. "Acho que não interessa ao governo ver toda essa massa de trabalhadores passando fome." A falta de água, outro problema do acampamento, começou a ser resolvida hoje com a perfuração de um poço semi-artesiano. O movimento teve ajuda da prefeitura de Epitácio para a perfuração.

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