MST quer assentamento em área do Exército em Campinas

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) realizaram uma manifestação em frente a uma propriedade do Exército, a Fazenda Coudelaria Remonta, em Campinas, para exigir a implantação de um assentamento no local. Cerca de 100 pessoas participaram da manifestação, segundo avaliação dos sem-terra, carregando faixas e bandeiras do movimento. Policiais militares e soldados do Exército acompanharam a movimentação. Segundo a coordenadora estadual do MST, Cláudia Praxedes, a fazenda de quatro milhões de metros quadrados, próxima à divisa com Valinhos, foi colocada à venda pelo Exército há três anos e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciou uma negociação para adquirir a área. A estimativa de Cláudia é de que entre 50 e 60 famílias poderão ser assentadas no terreno. Ela afirmou que o Incra já desenvolveu o projeto de reforma agrária para o terreno. "Só falta concluir a aquisição e questões burocráticas", disse. De acordo com ela, o Exército teria pedido R$ 58 milhões pela propriedade."A manifestação ocorreu para pressionarmos o Incra a concluir o projeto de reforma agrária", alegou a coordenadora. O MST quer que o terreno seja usado para beneficiar parte das 150 famílias acampadas há três anos em uma área de Itu, que pertence a uma empresa ferroviária.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.