MST protesta contra Judiciário em Belém

O MST recrutou 600 trabalhadores de invasões próximas a Belém para engrossar as manifestações pelas ruas de Ananindeua e da capital, em favor da reforma agrária e contra a impunidade dos policiais militares acusados de matar 19 lavradores sem-terra em Eldorado dos Carajás, em 1996. Os manifestantes se uniram a outros mil sem-terra ligados ao movimento, conseguindo paralisar o trânsito nas principais avenidas de Belém. Com faixas e cartazes, os sem-terra pediram a substituição da juíza Eva do Amaral Coelho, afirmando que o julgamento dos militares, adiado já por três vezes, seria uma "armação". A Polícia Militar não apareceu nas ruas, temendo a hostilidade dos manifestantes. Segundo o coordenador do MST no Estado, Raimundo Nonato Coelho de Souza, o ponto alto do protesto ocorre nesta quarta-feira, em frente ao prédio do Tribunal de Justiça. "Vamos cobrar a agilidade no julgamento de outras 700 mortes no campo no Pará nos últimos 30 anos. São casos que continuam parados e impunes, e que revelam a omissão do Executivo e do Judiciário".

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