MST protesta contra impunidade de acusados de massacre

Cerca de mil trabalhadores rurais sem terra estão acampados desde este domingo em Belém, na Praça de São Bráz, onde pela manhã realizaram a primeira de uma série de manifestações de protesto contra os seis anos de impunidade dos policiais militares acusados da morte de 19 lavradores em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará.O MST informou que outras pessoas, entre desempregados e professores estaduais em greve, devem juntar-se aos protestos. Na Praça, além de crianças e idosos que vieram de várias regiões do Estado, estão alojados em barracas de lona 69 sobreviventes do conflito entre os sem-terra e a PM em 1997.Nesta segunda-feira, as Câmaras Criminais reunidas do Tribunal de Justiça do Pará devem julgar um pedido de afastamento da juíza Eva do Amaral Coelho, responsável pelo processo. Ela é acusada pelo MST de agir com ?parcialidade? na preparação do julgamento, que já foi adiado três vezes.A juíza nega a acusação e ameaça processar o MST por danos morais. A relatora do pedido de suspeição de Eva Coelho é a desembargadora Raimunda Gomes.Foi ela quem determinou há 10 dias a anexação ao processo do laudo do perito da Unicamp, Ricardo Molina, que, ao analisar uma fita com imagens do episódio, descobriu ter sido a Polícia Militar quem deu o primeiro tiro. Eva havia rejeitado essa perícia.

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