MST promove fórum para discutir perseguição

Afirmando que vem sofrendo uma série de perseguições políticas "semelhantes às existentes no auge do regime militar" e que seus principais dirigentes não podem mais andar pelas ruas pois sempre são abordados por policiais civis e militares, o Movimento dos Sem-Terra (MST) do Pontal do Paranapanema promove amanhã um fórum para debater os conflitos fundiários naquela região. O movimento acredita que está sendo alvo de uma campanha destinada a exterminá-lo e pretende alertar a sociedade "sobre o perigo de uma nova ação repressiva do Estado, que no passado exterminou os dois mais importantes movimentos camponeses da história - Canudos e Contestado.? O encontro terá a participação dos deputados federais José Genoino(PT) e Luíza Erundina(PSB) , do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo, Renato Simões, representantes do Ministério Público, do advogado do MST, Luiz Eduardo Greenhalgh, do comando das policiais civis e militares, líderes religiosos e outros representantes da sociedade civil. O principal líder do movimento no Pontal, José Rainha Júnior, disse ontem que a reunião objetiva denunciar as perseguições contra o movimento e " mandar um recado ao Palácio dos Bandeirantes sobre os riscos de deixar o MST encurralado e sem saída". De acordo com Rainha " estão brincando com fogo e isso pode ser muito perigoso".

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