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MST promete ampliar invasões às fazendas do Opportunity

Movimento dos sem-terra já ocupou duas fazendas e outras 15 áreas do grupo estão na mira

Carlos Mendes, Especial para o Estado,

02 de março de 2009 | 18h48

As invasões às fazendas da Agropecuária Santa Bárbara, do grupo Opportunity, no sul do Pará, vão continuar e devem ser ampliadas, segundo promessa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Outras 15 fazendas do grupo na região estão na mira não só do MST, mas também de agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf). Na madrugada de domingo, 1, outra fazenda do grupo, a Cedro, localizada em Marabá, foi invadida por 150 famílias.   A área já pertenceu à família Mutran e foi vendida, assim como a fazenda Espírito Santo, invadida no sábado, 28, pela manhã, para o banqueiro Daniel Dantas. Para invadir a Cedro, os sem terra quebraram as cercas de madeira da propriedade e usaram as estacas para construir seus barracos. Eles prometem resistir à qualquer investida policial para desocupá-la. A maioria dos 85 mil bois das duas fazendas poderá ser levada para outras propriedades do grupo para não ser morta pelos sem terra.   "Os empregados foram ameaçados e receberam ordem para sair da fazenda", contou o gerente da Cedro, Carlos Eduardo de Oliveira. Os advogados da Santa Bárbara já ingressaram com pedidos de reintegração de posse da Espírito Santo e da Cedro na Vara Agrária de Redenção e Marabá.   A fazenda Porto Rico, outra área adquirida pelo grupo de Dantas, estaria na lista do MST para ser ocupada nas próximas horas. O clima na região é de guerra, de acordo com policiais militares que circulam em viaturas próximo das fazendas para evitar um confronto entre os lavradores do MST e seguranças das fazendas invadidas.   O coordenador do MST no Pará, Charles Trocate, disse que a invasão da Cedro foi uma resposta direta do movimento ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, para quem o repasse de recursos públicos ao MST seria "ilegal". Trocate foi enfático: "ilegal é a grilagem e a compra de terras públicas pelo Daniel Dantas. E isso o ministro não vê".   Na Secretaria de Segurança Pública paraense existem mais de 45 mandados de reintegração de posse para áreas invadidas no Estado que deixaram de ser cumpridos nos últimos dois anos.

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