MST pede desculpas e elogia Judiciário

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) decidiu hoje pedir desculpas e se retratar pelas acusações que fez aos juízes federais dos fóruns de Araçatuba (SP) e de Jales (SP), acusados de atrasar a reforma agrária na região de Andradina (SP), na divisa com o Mato Grosso do Sul. As acusações foram feitas em manifesto distribuído em 29 de julho e em manifestação, no dia 4 de agosto, quando cerca de 200 sem-terra de 10 acampamentos da região protestaram em frente do fórum de Jales. O MST acusou os juízes de nomearem peritos suspeitos em 23 ações judiciais que contestam a desapropriação de 19 áreas consideradas improdutivas pelo Incra. Durante o protesto, o juiz da 1ª Vara federal de Jales, Wilson Pereira Júnior, exigiu a retratação das acusações aos líderes do MST para continuar tocando os processos de reforma agrária na região, alegando que a acusação não procedia. A retratação serviu para que os líderes do MST possam participar de uma audiência de conciliação, hoje à tarde, no Fórum de Jales. A audiência vai tratar das ações sobre as fazendas Jamaica e Mesquita, em Pereira Barreto, e Lagoão, em Itapura, que estão em processo de desapropriação pela Justiça Federal.

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