MST ocupa sede do Incra em Petrolina por oito horas

Cerca de 300 trabalhadores ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST) ocuparamdurante oito horas a sede do Incra em Petrolina, no sertão, impedindo, inicialmente, os 68 funcionários do órgão de saírem dolocal. De acordo com o superintendente regional Erílson da Costa Lima, a manifestação foi pacífica. Eles cobraram os prazospara cumprimento de metas e de programas de agricultura familiar, além de cestas básicas para acampados e assistênciatécnica para os assentados. Os trabalhadores chegaram pela manhã e saíram por volta das 16h30, depois de entrarem em acordo com o superintendentesobre algumas das reivindicações. Na área abrangida pela superintendência regional, existem 45 ocupações de terra (com cercade 6 mil acampados) e 89 assentamentos.Prisão - Onze trabalhadores sem-terra ligados ao MST foram presos hoje pela manhãdurante o terceiro despejo, num período de quatro meses, realizado no Engenho Conceição, município de Escada, na zona da Mata.Três dos sem-terra, incluindo o coordenador do movimento na microrregional, Antonio Francisco da Silva, conhecido comoMotor, foram presos, de acordo com o delegado de Escada, Tadeu de Jesus Carvalho, por provocações e tentativa de furar o pneudo caminhão que carregou os pertences dos acampados. Dois foram liberados, mas Motor ficou detido porque já responde a umprocesso na comarca. Os outros oito foram presos por descumprimento de mandado judicial, já que eles participaram das três ocupações e estavampresentes nos três despejos - determinados por liminar concedida a uma ação de reintegração de posse. Eles estão àdisposição da Justiça na delegacia de Escada. Também coordenador de microrregional do MST, José Gilmar da Silva afirmou que a polícia agrediu os trabalhadores comcassetetes porque os despejados queriam armar um acampamento provisório numa área próxima nas margens da BR-101 Sul.Ele denunciou que os policiais militares derrubaram os barracos, impedindo os sem-terra de pegarem roupas, vasilhas edocumentos. A primeira ocupação do engenho ocorreu no dia 9 de abril deste ano, durante o chamado "abril vermelho", quando osmovimentos de luta pela terra intensificaram ocupações em todo o País.

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