MST ocupa fazenda de celulose no interior da Bahia

Em mais uma ação contra projeto de plantio de eucalipto, cerca de dois mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupam desde domingo uma fazenda de 975 hectares pertencente à Suzano Papel e Celulose, situada no município de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. Para montar o acampamento, os sem-terra arrancaram centenas de mudas de eucalipto. Pelo menos 300 barracas de lona e plástico preto foram armadas no local.A invasão faz parte dos eventos relacionados com o aniversário dos 10 anos da chacina de Eldorado dos Carajás, mas os sem-terra baianos estão aproveitando para reivindicar a posse da propriedade da Suzano, alegando que a empresa adquiriu a área enquanto tramitava o processo de desapropriação no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).As lideranças do MST repetiram as acusações segundo as quais os projetos de floresta plantada dos grandes grupos de celulose, diminuem as áreas de plantio de gêneros alimentícios. Por essa razão os ocupantes da fazenda resolveram substituir o eucalipto por plantações de feijão e milho. A direção da Suzano garantiu que as terras são produtivas e que já solicitaram à Justiça a reintegração de posse.Ato públicoEm Salvador, outro grupo do MST, formado por trabalhadores de sete regiões do Estado, passou a manhã protestando para lembrar os 10 anos do massacre de Eldorado de Carajás. Os trabalhadores armaram acampamento na Rótula do Abacaxi, próximo a um dos acessos rodoviários da capital baiana e pela manhã marcharam até o Fórum Ruy Barbosa, causando grandes engarrafamentos por onde passaram.Em frente à antiga sede da Justiça da Bahia, realizaram ato público. Os líderes informaram que o plano dos manifestantes era retornarem às suas cidades até o fim do dia. Contudo, nos anos anteriores, o MST aproveitava a passagem pela capital baiana para promover ocupações na cidade.

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