MST ocupa fazenda da Ambev no interior de São Paulo

Grupo afirma que na cidade de Agudos há outras 15 propriedades improdutivas que ainda podem ser ocupadas

Agência Brasil,

12 de abril de 2008 | 14h35

Cerca de 600 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam na manhã deste sábado, 12, a fazenda Águas do Pilintra, no município de Agudos, a 325 quilômetros da capital paulista. A propriedade, de 5,4 mil hectares, é utilizada pela Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) para o plantio de eucalipto e cana-de-açúcar, segundo a assessoria de imprensa do MST. A Ambev ainda não se pronunciou sobre o caso, mas a polícia confirma que a empresa registrou a ocorrência da ocupação do MST.   Veja também: MST ocupa três áreas em Pernambuco   "A ocupação foi como planejamos e pedimos punição ao assassinos de Eldorado dos Carajás, que até hoje ninguém foi preso. É nosso dever lutar por essa área que é improdutiva, mas continua a ser explorada por empresas", disse Lourival Plácido de Paula, da direção estadual do MST, ao comentar sobre a ocupação, que faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, realizada para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no Pará em 17 de abril de 1996.   De acordo com Plácido de Paula, no município de Agudos há 15 fazendas consideradas improdutivas. "Faz dois anos que o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] fez as vistorias e constatou que as fazendas são improdutivas, mas pelo que estamos entendendo, está havendo pressão das empresas para que não haja a desocupação".   O representante do MST disse ainda que o grupo vai esperar uma posição do governo de São Paulo sobre as desapropriações para decidir se vai ocupar ou não outras fazendas de Agudos. "Estamos num projeto de luta, vamos continuar aqui por toda a semana, talvez por mais tempo, vai depender do governo".

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