MST nega ter participado de interdição de Carajás

Estrada foi interditada na noite de terça-feira, por garimpeiros, mas já foi liberada

Agência Estado

14 de maio de 2008 | 18h03

O   Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou não ter participado da interdição da Estrada de Ferro Carajás, em Parauapebas, no Pará, na terça-feira."A ação foi feita pelo Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração (MTM), que tem pautas próprias", informou a assessoria de imprensa do MST.   Veja também:  MST invade Estrada de Ferro Carajás pela 11ª vez   O MST esclarece "apoiar politicamente o movimento reivindicatório dos garimpeiros", que reivindicam a reabertura do garimpo de Serra Pelada. A Vale, dona da estrada de ferro, atribui a interdição ao MST e considera "inadmissível" que uma empresa privada seja usada como instrumento de pressão contra os governos federal e estadual.     A mineradora obteve, na noite de terça-feira, mandado de reintegração de posse da EFC. Com a invasão, a Vale deixou de transportar 285 mil toneladas de minério de ferro e 1.300 pessoas ficaram sem transporte, informou a empresa em um comunicado nesta quarta-feira. Segundo o comunicado, entre outros danos os manifestantes retiraram 1.200 grampos que fixam os trilhos ao solo, num trecho de mais de 200 metros de extensão; cortaram os cabos de fibra ótica que passam pelos trilhos, interrompendo a comunicação via celular de Carajás; atearam fogo em pneus sobre os trilhos, danificando mais de 300 dormentes; e usaram macaco hidráulico para levantar os trilhos, comprometendo a sustentação da linha. "Por essas razões, a simples liberação da via pelos invasores não significa que os trens possam voltar a circular de imediato", informou a Vale.

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