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MST ocupa sede do Incra no Ceará

Movimento reivindica terra para famílias acampadas no Estado, além de cesta básica, lona, e investigação das denúncias dos casos de despejos e assassinatos de camponeses e indígenas

Carmen Pompeu, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2016 | 14h31

FORTALEZA - Mil agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam, desde a terça-feira, 26, a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Fortaleza. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas organizadas pelo MST em todo País. Eles reivindicam terra para as mais de quatro mil famílias acampadas em todo o Ceará, cesta básica, lona, e investigação das denúncias dos casos de despejos e assassinatos de camponeses e indígenas.

No Ceará, o MST denuncia a constante ameaça de despejo das famílias, como é a situação do acampamento Nova Vida, em Mauriti, na região do Cariri, que está com ordem de despejo das mais de 40 famílias, que lá vivem há sete anos a espera do título de posse da terra. Também protestam contra o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e cobram uma reunião com o governo do estado, Camilo Santana (PT), para buscar soluções pra resolver a questão hídrica no Ceará.

Nessa terça-feira, o grupo teve uma audiência com o superintendente do Incra no Estado, Marcos Cals. De acordo com Irinelda Lopes, da direção nacional do MST, como Cals assumiu recentemente a pasta, o encontro serviu apenas para deixá-lo inteirado sobre a pauta dos manifestantes. irinelda alfirma ainda que, ao longo desta quarta-feira, 27, estão previstas audiências com diversas secretarias estaduais. Enquanto isso, a ocupação no local segue por tempo indeterminado.

Os militantes do MST protestam ainda contra a paralisação da reforma agrária determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão suspendeu os processos de seleção de beneficiários de lotes, bem como de pessoas que já tenham sido selecionadas pelo programa. Também pedem a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, extinto pelo atual governo federal. Cobram ainda mais recursos para o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – Pronera.

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