MST invade sede do Incra em Cuiabá e bloqueia rodovias

Cerca de 70 famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram nesta terça-feira, 12, a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Cuiabá. Elas estavam em frente ao prédio desde março deste ano. O objetivo é pressionar o governo federal a agilizar o processo de reforma agrária no Estado para assentar pelo menos 1,5 mil famílias. A BR-070 e a BR-163, nas regiões oeste e norte de Mato Grosso, também foram bloqueadas por mais de cinco horas. Os protestos irão recomeçar nesta quarta-feira, anunciaram lideranças estaduais do movimento.Além de invasão a prédio público e bloqueios de rodovias, a ofensiva do MST prevê invasões de fazendas no Estado. A ocupação do Incra será por tempo indeterminado, informou Dorgival Francisco dos Santos, da coordenação estadual do movimento. "Só queremos que o Incra cumpra a promessa que era de assentar 2,2 mil famílias no Estado, mas que até agora só assentou 70 famílias", afirmou. As interdições das rodovias em Mato Grosso começaram por voltas das 6h30, quando as famílias espalharam pedaços de madeira e pneus nas pistas. Os manifestantes encerraram o bloqueio depois de negociarem um encontro na sede do Incra, em Cuiabá, na próxima quarta-feira. Em Cáceres, pelo menos 200 sem-terra bloquearam a BR-070, que liga Mato Grosso a Rondônia. Eles reivindicam distribuição de cestas básicas para as 3,6 mil famílias acampadas no Estado e lonas pretas para os assentamentos. O MST também cobra agilidade nos processos de desapropriação de seis fazendas.Já na BR-163, entre os municípios de Sinop e Itaúba, outro grupo de aproximadamente 100 integrantes do movimento bloquearam parcialmente a rodovia para reivindicar a distribuição de cestas básicas para as famílias sem-terra que estão acampadas nas margens da rodovia, há cerca de dois anos. Foi permita apenas a passagem de ambulâncias.A reportagem do Estado não conseguiu localizar o superintendente do Incra em Mato Grosso, Leonel Wohlfahrt, para comentar sobra a invasão do Incra e os bloqueios das estradas.

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