MST invade reitoria da Universidade Estadual do Ceará

Eles cobram a liberação de R$ 1,2 milhão para dois projetos de Educação desenvolvidos nos assentamentos

Carmen Pompeu

30 de julho de 2007 | 17h31

Cerca de 250 militantes do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram nesta segunda-feira, 30, a reitoria da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza. Eles cobram a liberação de R$ 1,2 milhão para dois projetos de Educação desenvolvidos nos assentamentos em parceria entre o MST, a Uece e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A ocupação aconteceu sem resistência.   Segundo Erivando Barbosa, responsável pelo setor de Educação do MST cearense, os projetos estão sendo executados desde o início de 2006. Um deles, o de formação de educadores, é desenvolvido em seis municípios do Estado: Russas, Itatira, Quixeramobim, Amontada, Crateús e Canindé. O outro projeto, voltado para a educação de jovens e adultos da 1ª a 4ª séries, abrange todos os municípios cearenses.   "Os professores e bolsistas dos programas, no entanto, estão sem receber há nove meses", reclama Barbosa. Ainda de acordo com ele, há dinheiro suficiente na Uece, repassado desde maio pelo governo federal através do Incra para o governo do Ceará, para liquidar pelo menos cinco meses de vencimentos atrasados, mas "a burocracia impede a liberação".   Pela manhã, os manifestantes se reuniram com o vice-reitor da instituição, João Nogueira Mota. O reitor, Jader Onofre de Moraes, estava com problemas particulares e não foi à Universidade. O encontro terminou sem apresentar saída para o impasse. Os militantes do MST querem agora ser ouvidos pelo próprio reitor e por secretários do governo cearense.

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