MST invade pela 3ª vez prédio do Incra em Fortaleza

O prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de Fortaleza, foi invadido por cerca de 500 integrantes do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Eles cobram a liberação do pagamento dos professores do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Esta é a terceira vez que a sede cearense do Incra é ocupada pelo MST.

CARMEN POMPEU, Agência Estado

23 Julho 2010 | 20h35

De acordo com a coordenadora do MST no Ceará, Maria de Jesus dos Santos, o prédio, que fica na Avenida José Bastos, ficará ocupado por tempo indeterminado até que a pauta de reivindicação seja atendida. "Há mais de 11 meses, os educadores estão sem receber pagamento", informou a manifestante. O Pronera é um projeto do governo que tem por objetivo ampliar os níveis de escolarização formal dos trabalhadores rurais assentados. No Ceará, segundo o MST, são 40 educadores que estão sem receber.

O contexto da seca no Ceará, de acordo com Maria, também é um ponto preocupante, bem como a dificuldade de emissão de certificação ambiental nos assentamentos de Reforma Agrária. "Há assentamentos de um ano que não conseguem fazer a casa. Temos também o problema da seca. Não tivemos safra neste ano. No Nordeste, enquanto uns estão morrendo devido às chuvas, outros estão sofrendo perdas com a safra", relatou. Além dos recursos do Pronera, o MST reivindica o assentamento de duas mil famílias que vivem em 27 acampamentos no Ceará.

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