MST invade imóvel do Banco do Brasil

Um imóvel do Banco do Brasil em Birigüi, no interior de São Paulo, está ocupado desde quinta-feira à noite por 50 famílias integrantes do MST. Na área funcionava uma indústria de óleo vegetal do grupo Anderson Clayton.Um funcionário da empresa responsável pela vigilância do local, Antônio Maciel Oliveira, de 64 anos, registrou queixa na polícia dizendo que cerca de 25 homens surgiram de repente e o obrigaram a abrir o portão. Em seguida, começaram a chegar mulheres e crianças com pertences diversos.Oliveira relata que foi retido até as 7h30 da manhã do feriado do Dia da Independência pelos invasores, que teriam se apropriado de um colchão, um rádio e cobertores. O caso foi registrado como cárcere privado na delegacia, mas, até hoje nenhuma investigação havia sido iniciada. O BB ainda não se pronunciou sobre a invasão.Rosivaldo de Paula e Adailton Manoel da Silva, dirigentes estaduais do MST que coordenam o movimento na região noroeste, disseram que a invasão do imóvel do BB em Birigüi foi decidida para pressionar o governo federal a assentar famílias acampadas e também aquelas que se cadastraram nas agências dos Correios para o programa de reforma agrária.Só na região de Andradina, de acordo com o líder do MST Rosivaldo de Paula, 1.500 famílias fizeram inscrição nos Correios na esperança de ganhar terra. "A propaganda do governo diz que os inscritos seriam assentados em quatro meses, mas esse prazo já venceu e, na nossa região, ninguém foi assentado ainda", disse o dirigente do MST.Ele declarou ainda que o Incra não consegue regularizar assentamentos em áreas desapropriadas, como a fazenda São Sebastião, de 600 alqueires, em Andradina (SP). O MST dividiu a terra entre 70 famílias, que não têm acesso ao crédito rural, enquanto a posse não é regularizada.

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