MST invade fazenda do Grupo Bertin em São Paulo

Um grupo de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), dos acampamentos Simon Bolívar e Macucos, invadiu na madrugada do domingo a Fazenda Santa Marina, de 1680 hectares, localizada no quilômetro 190 da rodovia BR-153, município de Lins. O imóvel pertence ao Grupo Bertin, e sua tomada tem duas finalidades. Protestar contra o agronegócio e as culturas do eucalipto e cana-de-açúcar que, na opinião do movimento, promovem a degradação do meio ambiente; e forçar o a regional paulista do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a cumprir acordos que teria feito no ano passado com o MST para a desapropriação de terras já ocupadas em Getulina e Gália, na região central do Estado. Ao tomar posse da propriedade, os organizadores da ocupação disseram que aguardam a presença no local do superintendente estadual do Incra, Raimundo Pires, para discutir os problemas e retomar a boa convivência. Além da terra para assentamento, também postulam a retomada do programa de incentivo aos assentados que, segundo denuncia, estão parados. Pires disse nesta terça, via sua assessoria de imprensa, que apenas foi informado sobre a ocupação mas não recebeu qualquer pedido de reunião. O Grupo Bertin informou que ingressou na Justiça com pedido de reintegração de posse e espera a concessão da liminar com a qual pretende retirar os invasores da sua fazenda, distante poucos quilômetros de seu complexo industrial composto do frigorífico que abastece o mercado interno e externo e da fábrica de biodiesel.

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