MST invade fazenda da Monsanto em Ponta Grossa

Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram nesta sexta-feira uma estação experimental da Monsanto em Ponta Grossa, a 120 quilômetros de Curitiba, na região sul do Paraná. Os cinco funcionários da fazenda foram expulsos do local. Na semana passada, a mesma fazenda foi invadida por cerca de 800 participantes da 2ª Jornada de Agroecologia, para a destruição dos campos de teste de milho transgênico.A Monsanto entrou com pedido judicial de reintegração de posse da área. O coordenador do MST na região de Ponta Grossa, Célio Rodrigues, disse que o objetivo do movimento é transformar a fazenda, de 43 hectares, arrendada para a Monsanto, em um centro de pesquisas agroecológicas. "Os transgênicos são produtos que ninguém sabe dos riscos para a saúde e também vão prejudicar as exportações do Brasil", afirmou.Segundo ele, o governo federal poderia tomar a fazenda como forma de pagamento dos R$ 44 milhões que a Monsanto estaria devendo à Previdência Social. O MST recebeu apoio de integrantes do Fórum das Organizações de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Sul do Paraná. De acordo com José Licheski, um dos coordenadores do fórum, a ocupação da fazenda foi decidida na semana passada durante a jornada agroecológica. "Nós achamos que o grande inimigo da agricultura familiar é o império das sementes transgênicas", acentuou.Em nota, a Monsanto repudiou a segunda invasão no prazo de uma semana e reafirmou a "confiança nas autoridades para coibir a realização de tais atos de violência contra a integridade de seus funcionários e de seu patrimônio e contra o desenvolvimento da pesquisa no Brasil".Segundo a empresa, as pesquisas com produtos convencionais e geneticamente modificados visam "disponibilizar tecnologias capazes de aumentar produtividade, reduzir custos e dar orientação sobre uma correta utilização de insumos e sementes".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.