MST invade a 10ª fazenda desde o fim das eleições

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram na terça-feira, 5, a Fazenda Guarani, em Presidente Bernardes, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo. Com essa, já são dez as fazendas invadidas na região desde o segundo turno das eleições, no final de outubro. No domingo, o movimento havia ocupado a Fazenda Santa Tereza, em Euclides da Cunha Paulista. Uma das áreas, a fazenda Santa Terezinha, em Caiuá, foi invadida por integrantes do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast), uma dissidência do MST. As três fazendas ainda permanecem ocupadas pelos sem-terra. Nas demais áreas, houve a desocupação. A justiça de Euclides da Cunha determinou o despejo dos sem-terra que invadiram a Santa Tereza, em ação de reintegração de posse movida pelo dono da propriedade, Érclito Macedo. O mandado deve ser cumprido esta semana. Os sem-terra alegam que a fazenda faz parte de uma grande área de terras devolutas que estão sendo reclamadas pelo Estado. O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) informou que a ação discriminatória foi julgada procedente em primeira instância, mas o proprietário entrou com recurso. A compra da área de 1.368 hectares está sendo negociada. O acordo prevê o pagamento pelas benfeitorias. Segundo o coordenador estadual do MST, Valmir Sebastião, as ocupações são uma forma de apressar a recuperação das terras devolutas e sua destinação para a reforma agrária. A fazenda Guarani já foi invadida quatro vezes e a Nossa Senhora Aparecia, seis vezes. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que as invasões se tornaram corriqueiras. "Houve uma banalização desse crime."

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