MST invade 14 agências do BB no RS

Integrantes do MST invadiram 14 agências do Banco do Brasil no interior Rio Grande do Sul. Eles exigem do governo federal a renegociação da dívida dos agricultores assentados, que chega a R$ 80 milhões no Estado, nos mesmos moldes da obtida pelos grandes produtores e exportadores, junto ao Ministério da Agricultura. De acordo com medida provisória enviada para o Congresso, os fazendeiros que devem mais de R$ 200 mil cada poderão reescalonar seus débitos em 25 anos.Os sem-terra querem mais três anos para começar a pagar e 10 anos para liquidar a dívida contraída em 1994 como parte do Programa de Crédito Especial para Reforma Agrária (Procera). Na ocasião, cerca de 100 mil famílias no País - 6,5 mil no Rio Grande do Sul - receberam R$ 1,127 bilhão do BB - uma média de R$ 11 mil por família. A primeira de cinco parcelas anuais dessa dívida venceu entre maio e junho deste ano, e a maioria dos assentados não teve condições de pagá-la."No início do Plano Real, vendíamos a saca de milho pelos mesmos R$ 10 de hoje, enquanto os insumos mais do que dobraram de preço", afirma um dos líderes do MST, Adelar Pretto. Os agricultores estão acampados na frente e, em alguns casos, dentro das agências bancárias, prometendo permanecer aí até que o governo aceite a inclusão de uma emenda à MP dos fazendeiros. De acordo com Pretto, a dívida dos fazendeiros chega a R$ 32 bilhões - 30 vezes maior do que a dos assentados.

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