MST inicia Jornada de Lutas com protestos pelo País

A ocupação foi feita com 300 famílias, e tem objetivo de cobrar o assentamento das 1.200 famílias acampadas

Alessandra Saraiva,

24 de setembro de 2007 | 11h57

O Movimento dos Sem-Terra (MST) ocupou o  prédio da superintendência estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), nesta segunda-feira, 24, no Rio de Janeiro.   Segundo informe do MST, a ocupação foi feita com 300 famílias, e tem objetivo de cobrar o assentamento das 1.200 famílias acampadas no Estado e investimentos públicos nos assentamentos.   Em seu comunicado, o movimento criticou o Plano Regional de Reforma Agrária, elaborado pelo Incra em parceria com movimentos sociais e universidades, que previa o assentamento de 15 mil famílias no Rio de Janeiro entre 2003 e 2006. "Nem 20% desse total foi atingido no primeiro governo Lula e não há metas para os próximos anos", informou o MST, no comunicado.   Após realizar a ocupação,no começo da tarde, os Sem-Terra se dirigiram ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde reivindicaram investimentos nos assentamentos e na agricultura familiar.   No comunicado, o MST também criticou o BNDES que, na avaliação da entidade, "vem financiando o agronegócio em grande escala, deixando de lado pequena agricultura, que é a responsável pela criação de 80% dos empregos na área rural e pela produção de 70% dos alimentos consumidos no País".   O MST termina o comunicado reivindicando que o BNDES crie um programa de apoio e financiamento à implantação de agroindústrias nos assentamentos e junto aos agricultores familiares.   Texto atualizado às 16 horas para acréscimo de informações

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