MST fecha rodovia no interior de São Paulo em protesto contra despejo

Segundo as manifestantes, a área localizada em Iaras pertence à União

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2012 | 16h13

SOROCABA - Trezentas mulheres militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) bloquearam nesta terça-feira, 13, a pista oeste (sentido interior) da rodovia Castelo Branco, na altura do km 284, em Iaras, para protestar contra a liminar dada pela Justiça obrigando a desocupação de uma fazenda invadida pelas sem-terra na região. As mulheres fizeram um cordão sobre a pista, interrompendo o tráfego. O protesto durou 25 minutos, tempo suficiente para que se formasse um grande congestionamento no local.

A fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale, em Borebi, foi invadida pelo grupo de mulheres no último domingo. O MST alega que as terras pertencem à União. A ordem de despejo foi dada na manhã desta terça pelo juiz da 2ª Vara de Lençóis Paulista, com autorização para uso de força policial em caso de resistência. As mulheres decidiram desocupar a propriedade e rumar para a rodovia. "Trancamos a estrada para mostrar a paralisia da reforma agrária no Estado de São Paulo, assim como em todo o País", disse Kelli Mafort, da direção nacional do MST.

A fazenda já foi invadida quatro vezes. Em 2009, os militantes usaram tratores para arrancar 12 mil pés de laranja dos pomares da propriedade. As imagens da depredação causaram grande repercussão que resultou na prisão temporária de líderes do movimento. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entrou com ação na tentativa de retomar a área, de 2,6 mil hectares, mas o processo foi contestado pela Cutrale. A Justiça ainda não deu sentença definitiva.

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