MST faz protesto para cobrar verba de escolas de acampamentos

Manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam o acesso ao prédio da Secretaria da Educação, em Porto Alegre, nesta terça-feira, 8, e bloquearam temporariamente o tráfego pela BR-290, em Santana do Livramento, e pela BR-392, em Tupanciretã, para pedir repasses atrasados do governo do Rio Grande do Sul para as escolas itinerantes dos acampamentos montados no Estado.Os secretários da Reforma Agrária, Lademiro Dors, e da Educação, Nelsi Müller, receberam uma comissão de representantes do MST e anunciaram que vão colocar as transferências de recursos em dia ainda nesta semana. Satisfeitos com a promessa, os sem-terra suspenderam as manifestações. As escolas itinerantes do MST foram criadas em 1996 e são mantidas por convênios com o governo do Estado desde 1997. Atualmente, 13 educadores e 37 monitores atendem 236 crianças de dez acampamentos espalhados pelo Estado, nos quais 2,5 mil famílias esperam por assentamento.Regularização Em outra manifestação, cerca de 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) ocuparam a sala de auto-atendimento de uma agência do Banrisul, em Gravataí, para reivindicar regularização de um assentamento urbano em Porto Alegre, condição necessária para acessar linhas de crédito para construção de moradias e atividades econômicas como plantio de hortaliças.Pressionados pela Brigada Militar (a polícia militar gaúcha), os militantes do MTD saíram pacificamente do local e passaram a caminhar pelas principais ruas da cidade. Eles foram recebidos por assessores do prefeito Sérgio Stasinski (PT) e entregaram uma lista de pedidos que incluem crédito para grupos de produção, criação de frentes municipais de trabalho, cestas básicas e transporte gratuito para desempregados.

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