MST faz manifestações no Paraná e em Sergipe

A série de ocupações realizada hoje pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) contou com ações em vários Estados e no Distrito Federal. No Paraná, aproximadamente 300 integrantes invadiram uma agência do Banco do Brasil em Londrina, na manhã de hoje, em apoio à Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária. Os clientes foram impedidos de se utilizar dos serviços bancários por cerca de uma hora. Depois, os sem-terra postaram-se em frente a outra agência do mesmo banco, mas sem impedir a entrada da população.

EVANDRO FADEL E ANTÔNIO CARLOS GARCIA, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 15h38

Em Curitiba, cerca de 50 sem-terra ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles teriam uma audiência com a direção regional do órgão para entregar uma pauta de reivindicações, em que se destaca o pedido pelo assentamento de seis mil famílias acampadas no Estado. Em Maringá (PR), na região noroeste, a mobilização deve ser feita amanhã, com uma audiência pública na Câmara Municipal. Em Laranjeiras do Sul, no sudoeste paranaense, a chuva atrapalhou a mobilização de hoje, mas os sem-terra esperam realizar concentrações em frente às agências bancárias amanhã e na quinta-feira.

No Sergipe, cerca de 150 integrantes do MST ocupavam desde as 6 horas de hoje a Rodovia BR-101, próximo ao município de Japaratuba, no norte do Estado. As famílias querem ser transferidas do acampamento, que se chama Arthur Bispo do Rosário, para um assentamento. Segundo eles, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já mandou o grupo desapropriar a área, onde estão há dois anos.

Os manifestantes atenderam a Policia Rodoviária Federal e liberaram a rodovia por três vezes durante a manhã, por períodos de 20 minutos cada, mas em seguida disseram que só liberam a estrada com a chegada do secretário de Agricultura, José Macedo Sobral.

De acordo com o secretário, que anunciou que não irá ao encontro dos manifestantes, ele já havia feito um acordo anteriormente com o MST para que a rodovia não fosse ocupada e o acordo foi quebrado. A rodovia chegou a apresentar 40 quilômetros de congestionamento nos dois sentidos, interrompendo o tráfego de cidades vizinhas.

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