MST fará neste domingo protesto contra prisões no Pontal

O Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem-Terra (MST) realiza um protesto neste domingo, em Teodoro Sampaio, contra as prisões dos líderes José Rainha Júnior e Felinto Procópio, o Mineirinho, decretadas ontem pelo juiz Atis de Araújo Oliveira. A manifestação foi decidida durante reunião de líderes do movimento, entre eles os coordenadores nacionais João Paulo Rodrigues e Gilmar Mauro, realizada de manhã, na Cooperativa do MST. Rainha e Mineirinho estão presos na Penitenciária Estadual de Presidente Wenceslau, acusados de furto qualificado e formação de quadrilha. O juiz expediu também mandados contra os líderes Márcio Barreto, Clédson Mendes da Silva e Sérgio Pantaleão, que estão foragidos. O MST encaminhará documentos, na segunda-feira, à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ), pedindo a remoção do juiz Oliveira, considerado "inimigo nº 1 do movimento". "Ele expediu 29 mandados de prisão contra companheiros, num período de dois anos", disse Gilmar Mauro. "Desses, os 24 anteriores foram derrubados no TJ ou no STJ (Superior Tribunal de Justiça)". Durante a manifestação será lido um manifesto de repúdio durante uma missa celebrada pelo bispo de Presidente Prudente, dom José Maria Libório Sarachio, em comemoração aos 13 anos do MST no Pontal. "Faremos também uma marcha pela cidade", disse Mauro. Segundo Gilmar Mauro, os advogados do Movimento vão entrar, também na segunda-feira, com recursos contra as prisões no TJ. "Se precisar, vamos ao STJ". O líder acusou o juiz de dificultar a defesa dos líderes do MST. "Ele não permitiu que nosso advogado tivesse acesso aos autos do processo, o que é absolutamente ilegal", afirmou. Mauro acha que o governo do Estado está por trás da perseguição.Segundo ele, as prisões, na véspera da festa do MST no Pontal foram uma provocação. "Há uma tentativa de criminalizar o movimento. Querem forçar uma reação, mas vamos agir politicamente".

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