MST é recebido com rosas brancas na Câmara

Um grupo de cerca de 200 militantes do MST foi recebido hoje na Câmara dos Deputados com rosas brancas. Os sem-terra participaram de uma sessão especial em homenagem aos 20 anos do movimento e aos 19 mortos na chacina de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, em 1996. As rosas foram oferecidas pelo deputado Wasny de Roure (PT-DF). O deputado Adão Pretto (PT-RS) brincou com os militantes: "Ainda bem que não são rosas vermelhas".Ao tentar entrar no plenário, os sem-terra foram barrados pela segurança por estarem com bandeiras do movimento. Só depois de uma negociação com a Mesa da Câmara é que a segurança liberou a entrada das bandeiras. O coordenador do MST, João Paulo Rodrigues, antes de conversar com os deputados, reclamou do "impasse". "É chique demais ser recebido com rosas, mas nunca barraram nossas bandeiras", disse. Os mastros das bandeiras foram deixados na portaria. Antes da irem ao Congresso, os sem-terra participaram de uma celebração na Catedral de Brasília, presidida pelo presidente da Comissão Pastoral da Terra, Dom Thomaz Balduíno. Ele afirmou que os sem-terra não estão praticando violência. "A luta pela terra é uma luta legal e pacífica", disse.O coordenador do MST disse que os sem-terra foram à catedral para mostrar que a palavra "infernizar", dita pelo líder do MST, João Pedro Stédile, foi apenas uma figura de linguagem. "Somos cristãos e queremos a reforma agrária com paz. Infernizar não é o sentimento do movimento. Quem está infernizando o País, na verdade, é o latifúndio", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.