MST e fazendeiros estão abaixo da lei, diz Thomaz Bastos

Tentando esvaziar a repercussão negativa do gesto de Lula de ter colocado o boné do MST durante o encontro com a direção do movimento na quarta-feira, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse que considerou a atitude do presidente uma demonstração de "cordialidade" e "bom humor" e atribuiu as críticas a uma "histeria absurda".Ainda pela manhã, o ministro disse que "ninguém está acima da lei", que os infratores serão punidos e que a Polícia Federal acompanha de perto o acirramento da tensão no campo, pronta para agir com rigor. "Qualquer ato que infrinja, que transgrida as leis penais brasileiras será punido. Será punido e será punido fortemente. Não só por parte dos fazendeiros, também por parte dos integrantes do MST", afirmou Bastos, após participar, com Lula, de solenidade em comemoração aos 181 anos do Ministério da Justiça. Indagado sobre o que o governo pode fazer para conter saques, como os promovidos por sem-terra em Pernambuco, o ministro respondeu: "O governo pode fazer o uso do seu monopólio (da força) e da sua determinação de não deixar ninguém fora da lei nem acima da lei."Disposto a dissipar quaisquer dúvidas quanto ao real compromisso do governo de manter a ordem e combater a impunidade, Bastos foi enfático."Tenho dito e reafirmado a posição do governo: nós não admitimos, seja MST, sejam fazendeiros, seja quem for, que atue fora das balizas dalegalidade", afirmou ele. "Ninguém está acima da Justiça, ninguém está fora da Justiça. Essa é a posição do governo, do Ministério da Justiça.A Polícia Federal está acompanhando com muita atenção, está fazendo serviços de inteligência. E intervirá tão logo sinta necessidade disso." O mesmo vale para as milícias por fazendeiros, segundo ele.

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