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MST diz que invasões a fazendas são 'pacíficas'

Terras no Espírito Santo e Pará são públicas e foram vendidas ilegamente, acusa movimento em nota

Agência Estado,

02 de março de 2009 | 20h28

O MST divulgou nota nesta segunda-feira, 2, à noite afirmando que mantém "ocupação pacífica" nas fazendas Espírito Santo e Cedro, no sul do Pará. Ele reivindica a imediata desapropriação das fazendas, dizendo que estão em terra públicas e foram vendidas ilegalmente. E pede que as terras sejam "destinadas à reforma agrária. "As fazendas Espírito Santo e Cedro fazem parte do complexo de mais de 500 mil hectares de terras do Grupo Santa Bárbara e foram adquiridas nos últimos cincos anos na região. São quarenta e nove fazendas em onze municípios", acrescenta a nota.   Veja também: Justificativa do MST para mortes é inaceitável, diz Lula  Mendes critica repasse a invasores de terra   Três são as fazendas do grupo Opportunity ocupadas por famílias ligadas ao MST no Pará. A primeira ocupação do movimento foi a fazenda Maria Bonita, localizada em Eldorado dos Carajás. Cerca de 600 agricultores ligados ao movimento ocuparam a propriedade na manhã do dia 25 de julho do ano passado.   Segundo o movimento, as denúncias feitas pelo grupo Santa Bárbara "são infundadas e uma forma de criminalizar o movimento perante a sociedade". Para o MST, foices, facões e enxadas, se consideradas armas, já que para os camponeses são instrumentos de trabalho, são muito inferiores em relação as potentes armas, em mãos da "escolta armada" e empresa de segurança contratada pela Agropecuária Santa Barbara para vigiar as fazendas.   Por fim, o movimento afirma que crime é ao longo dos anos destruir áreas de castanhais para dar lugar a pasto, "configurando crime ambiental". Diz também que existem famílias oligárquicas com práticas truculentas, latifundiários armados no campo, trabalho escravo, além de "terras públicas sendo vendidas à banqueiros corruptos que são soltos pelo mesmo juiz que faz acusações difamatória aos movimento sociais."

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