MST diz que governo tem de cumprir acordo ou demitir Palocci

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Paulo Rodrigues, afirmou que o movimento vai cobrar em 2005 do governo o saldo de famílias não assentadas este ano. Pelos cálculos do MST, foram instaladas 52 mil das 100 mil famílias prometidas pelo governo para 2004. "O próximo ano será um ano de luta. Ou o governo cumpre o que foi acordado ou demite os responsáveis", afirmou Rodrigues, referindo-se ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci. "O superávit primário tirou recurso nesta área. É preciso mudar o modelo, caso contrário, o ano que vem será marcado por grandes protestos na área social." Na avaliação do líder do MST, há uma insatisfação com toda a área social, o que deve, provocar, no próximo ano uma série de manifestações. "E elas não serão vermelhas, apenas, serão de todas as cores."As afirmações de Rodrigues foram feitas durante a apresentação da Conferência nacional Terra e Água - um fórum que será realizado entre os dias 22 e 25 para discutir a política do governo para o meio rural."O governo deixa muito a desejar quanto a questão das águas e das terras, do ponto de vista das organizações populares", afirmou o presidente da Comissão Pastoral da Terra, d. Tomás Balduíno. "Adotamos o modelo do Brasil exportador de matérias primas em vez de se preocupar com a infra-estrutura e sobretudo com a população mais carente, que precisa de reforma agrária", afirmou.

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