MST desrespeita ordem da Justiça e mantém invasão

Os 300 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que desde o dia 9 ocupam a fazenda Tupi Conan, em Presidente Epitácio, no Pontal do Paranapanema, informaram hoje à Justiça que não vão acatar a ordem de desocupação imediata da propriedade. O aviso foi dado a um oficial de Justiça que esteve na área invadida para cumprir o mandado de desocupação dado pelo juiz da 1ª Vara Cível, Rogério de Toledo Pierri. Segundo o despacho do juiz, a saída deveria ser imediata, sob pena de desobediência, o que acarretaria a prisao dos invasores. O oficial encaminhou ao juiz a informação sobre a resistência. A advogada Cristiane Garcia Dosso, que entrou com o pedido, esperava que fosse decretada pelo menos a prisão dos líderes."A desobediência à ordem judicial ficou caracterizada", disse. O coordenador do MST na região, Edi Ronan Ribeiro, disse que a decisão de permanecer na área foi tomada em assembléia. "Será que o juiz vai mandar prender todo mundo?" O comando da Polícia Militar na região foi comunicado para preparar a operação de despejo. Essa é a décima vez que a propriedade é invadida por sem-terra. O proprietário da fazenda, João Coelho Júnior, contou que na noite de ontem, os invasores tentaram matar bois de uma propriedade vizinha. O gado da própria fazenda foi levado para uma área de pastagem distante do acampamento dos sem-terra. Segundo ele, os empregados ouviram tiros e o tropel dos animais em fuga. Numa invasão anterior, os sem-terra mataram dois bois e 13 militantes foram presos.

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