MST desocupa sede do Incra em Campo Grande

Com a promessa de que até o final deste ano serão assentadas 7.500 famílias no Mato Grosso do Sul, os 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) deixaram no início da tarde hoje a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande. A desocupação aconteceu depois de três dias consecutivos de invasão do prédio e segundo o líder do movimento, que se identificou como Jair Rodrigues, somente amanhã serão desocupadas as sedes do órgão nas cidades de Dourados e Jardim.Segundo o Incra, equipes de técnicos estão vistoriando onze áreas, para assentar as 7.500 famílias ligadas ao MST. Desde o último semestre do ano passado, não são feitos novos assentamentos no Estado. Depois de deixar o centro da cidade, os sem-terra ficaram na porta da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), exigindo que os dirigentes da empresa atendessem uma comissão do MST, o que foi atendido. Márcio Bissoli, um dos coordenadores do MST, disse que há quatro meses falta alimentos nos acampamentos da entidade que está incluída no programa social Fome Zero. Ele disse que 6.500 famílias ligadas ao MST dependem desse benefício. Em Dourados, região sul do Estado e a 220 quilômetros de Campo Grande, novas barracas de lona foram armadas hoje em frente ao prédio do Incra. São mais de 500 homens, mulheres e crianças já instalados no local, enquanto novos grupos de sem-terra estão chegando de nove municípios da região. Nenhum dos líderes explicam o motivo da aglomeração, mesmo depois de terem a promessa do Incra sobre a criação de novos assentamentos. Além das barracas, os manifestantes transformaram a garagem do Incra em Dourados em cozinha e dormitório para um grupo de famílias.

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