MST desocupa fazenda no Rio Grande do Sul

Os 150 sem-terra que invadiram a Fazenda Palermo na última segunda-feira saíram da propriedade rural no início da noite desta quinta-feira. O grupo decidiu pela retirada quando a Brigada Militar já cercava o acampamento com 80 homens do Batalhão de Operações Especiais de Santa Maria para cumprir ordem de despejo do juiz de Direito Daniel Henrique Dummer, da 1ª Vara Cível de São Borja. A negociação foi tensa, mas não houve conflito.Localizada em São Borja, na fronteira com a Argentina, a Fazenda Palermo tem 1,2 mil hectares e está na mira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que quer a área para assentamento de 60 famílias. Um processo de desapropriação iniciado pelo governo federal é contestado na Justiça pelo proprietário, Renan Toniazzo. Os sem-terra vão permanecer por perto. O grupo montou novo acampamento à beira de uma estrada de acesso à fazenda.Na zona sul do Estado, a marcha de Santana do Livramento a São Gabriel andou mais 12 quilômetros nesta quinta-feira. Os 350 sem-terra caminharam pela BR-158 durante a madrugada e montaram acampamento á beira da estrada ao meio-dia, a 20 quilômetros de Rosário do Sul. O grupo pede que o Incra faça vistorias para auferir índices de produtividade em duas propriedades rurais da região e desaproprie os 13,7 mil hectares da fazenda de Alfredo Southall, em São Gabriel.Na região metropolitana de Porto Alegre, a marcha que vai em direção à Fazenda Dragão, em Eldorado do Sul, não se movimentou. Os 400 sem-terra passaram o dia no acampamento que montaram no trevo de acesso a Charqueadas, na BR-290, a dez quilômetros do objetivo. O MST quer a desapropriação da área de 760 hectares. Como as previsões meteorológicas indicam chuva forte para os próximos dias, é provável que as marchas permaneçam estacionadas até o início da semana que vem.

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