MST deixa fazenda do grupo Bertin, e ocupa sede do Incra

Os cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) atenderam a liminar de reintegração de posse e saíram da Fazenda Santa Marina, de propriedade do Grupo Bertin, em Lins, que ocupavam desde domingo. Os militantes seguiram em marcha até a sede regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Promissão. Segundo Mateus dos Santos, um dos coordenadores da ocupação, os sem-terra pretendem permanecer na sede até que tenham suas reivindicações de novos assentamentos na região atendidas.O imóvel pertence ao Grupo Bertin, e sua tomada teve duas finalidades. Protestar contra o agronegócio e as culturas do eucalipto e cana-de-açúcar que, na opinião do movimento, promovem a degradação do meio ambiente; e forçar a regional paulista do Incra a cumprir acordos que teria feito no ano passado com o MST para a desapropriação de terras já ocupadas em Getulina e Gália, na região central do Estado.

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