MST continua ocupando usina na Bahia

Trabalhadores rurais ligados ao MST permanecem na Usina Itapetingui, município de Amélia Rodrigues, às margens da rodovia BR-324 (Salvador/Feira de Santana). A propriedade foi invadida na manhã de ontem por cerca de mil pessoas. No início desta tarde, o número já havia dobrado.Os sem-terra controlam o portão da propriedade, de vinte mil hectares, com trabalhadores armados de foices e enxadas. Faixas e bandeiras do movimento foram espalhadas pelo local. Uma das bandeiras foi fixada no alto de uma chaminé de mais de dez metros de altura. Os trabalhadores exigem que pelo menos uma parte da usina, desativada há sete anos, seja desapropriada para reforma agrária.Na capital baiana, 1.500 integrantes do MST armaram acampamento no estacionamento do Parque das Exposições na Avenida Paralela, com previsão de permanecer no local até o final do mês. Uma comissão do MST manteve encontros com secretários estaduais reivindicando a construção de escolas e postos de saúde nos assentamentos do Estado, onde vivem 23 mil famílias. O MST também pretende manter contato com o Incra e pedir terras para mais outras 60 mil famílias. Os sem-terra organizaram, no câmpus da Federação da Universidade Federal da Bahia, uma feira agrícola, de produtos colhidos nos assentamentos. Conforme Joelson Oliveira, um dos diretores do MST, o objetivo da feira é mostrar à sociedade brasileira "que reforma agrária não é só baderna, ela pode ser um instrumento de produção de alimentos".

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