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MST "civiliza o conflito rural", diz Arruda Sampaio

O MST ?civiliza o conflito rural?, afirmou Plínio de Arruda Sampaio, integrante do Conselho de Segurança Alimentar, órgão ligado ao Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate àFome. ?Não fora o MST e nós já teríamos traços embrionários de guerrilha no campo. Quem segura o campo brasileiro de uma violência armada muito mais profunda é a esperança que o MST desperta de que eles vão conseguir a terra politicamente?, acrescentou.Fundador do PT, ele ironizou os ruralistas que criam milícias armadas para lutar por suas propriedades. ?Esses rapazes gostam de andar acavalo e mostrar espingarda. Não fazem nada.? Disse também qua não há uma escalada de violência no campo, mas tensão decorrente da ?pobrezarural?. ?Não é o MST quem está invadindo terras. É a fome. Toda vez que se fala em reforma agrária tem um bandinho de maus produtores agrícolasque saem com essa de que tem clima de violência no campo. Esse filme nós já vimos em 1964 e em 1984.?Sampaio atribuiu o acirramento dos ânimos a uma questão técnica: o prazo para o plantio. ?O problema não é o MST. Se o pessoal perder aplantação agora, acabou. Vai comer mal. Então o pessoal fica mais tenso, mais aflito, ocupa mais terra.? Ele afirmou também que os saquespraticados por pessoas que têm fome não é crime. ?O furto famélico não é crime. Se você estiver com fome e não tiver jeito de comer, podesaquear que não é crime.?Ele foi o orador mais aplaudido no seminário Governar para transformar: os rumos do governo Lula, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), ao qual estiveram presentes o ministro Tarso Genro, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, e parlamentares petistas. Genro defendeu as políticas adotadas pelo governo, mas teve que ouvir críticas dos companheiros de mesa. Após fala de Tarso Genro, Plínio de Arruda Sampaio afirmou que, mantida a atual política econômica, Lula chegará a 2006 com índices de desemprego ?maiores do que os de Fernando Henrique Cardoso?. As mudanças, deacordo com ele, devem passar pela declaração de moratória e rompimento com o FMI, centralização do câmbio, reforma agrária e políticaindustrial protecionista. ?O problema não é econômico, é político. É de coragem.?

Agencia Estado,

07 de julho de 2003 | 22h59

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