MST chega ao Paraná e praças de pedágio são invadidas

As manifestações do chamado "abril vermelho", programadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), chegou ao Paraná. Desde a madrugada desta terça-feira, 17, integrantes do movimento faziam invasões em praças de pedágio pelo Estado. Nas invasões, os integrantes liberavam as cancelas para todos os veículos passarem sem pagar as taxas. Até por volta das 8 horas, já havia 13 praças invadidas e há informações de que em alguns lugares equipamentos foram danificados. Na segunda-feira, 16, o MST intensificou a ofensiva de invasões em todo o País, como parte do ?abril vermelho? - a jornada marcada para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, que completa nesta terça 11 anos, e chamar a atenção do governo para os conflitos no campo e a lentidão da reforma agrária.Além de invasões, atos públicos e marchas em dez Estados, cerca de 800 sem-terra ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Brasília. Nem mesmo uma área do Exército em Santa Catarina foi poupada da ação dos sem-terra.No Pontal do Paranapanema e na região da Alta Paulista, no extremo oeste de São Paulo, o MST mobilizou cerca de 550 militantes para invadir uma fazenda e quatro órgãos públicos, em ações quase simultâneas. Um grupo de 100 integrantes invadiu a Fazenda São Luiz, em Presidente Bernardes, no Pontal, e destruiu a plantação de cana-de-açúcar. Outras invasões também foram feitas na sede do Incra em Teodoro Sampaio, onde integrantes também dirigiu-se à sede do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) e montou acampamento na entrada do edifício. O procedimento foi repetido no escritório do Itesp em Rosana. Já o Incra de Andradina foi invadido por 150 militantes.Em Ribeirão Preto, 100 integrantes do MST acamparam diante do prédio da Justiça Federal, para pressionar o Judiciário a julgar ações referentes ao processo de desapropriação da Fazenda da Barra. O grupo levou colchões, fogões e comida para se instalar no local. ?Estamos preparados para ficar aqui até um mês, se for preciso?, afirmou Kelli Mafort, integrante da direção estadual do MST.

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