MST bloqueia entrada de lanchonete no centro de Recife

O trânsito foi parcialmente interditado em manifestação pela soberania alimentar

Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2008 | 19h18

A loja da rede McDonalds da Rua do Hospício, no bairro da Boa Vista, centro do Recife, teve a entrada bloqueada, na tarde de ontem, durante 15 minutos durante manifestação pela soberania alimentar, no Dia Mundial da Alimentação. O trânsito em frente também foi parcialmente interrompido pelo mesmo período, por cerca de 70 militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST), Via Campesina e movimento feminista Marcha Mundial das Mulheres. "Estamos aqui em frente à McDonalds porque representa o que há de pior na cultura alimentar do mundo", discursou uma das manifestantes, usando um microfone acoplado a uma bicicleta com som que antes tocava músicas do MST. "É a imposição dos Estados Unidos na padronização da alimentação". Em oposição aos alimentos que "vêm de fora para encher a gente cada vez mais de veneno", eles distribuíram batata doce, mandioca, fava e milho, plantados pelos sem-terra no acampamento Chico Mendes, no município metropolitano de São Lourenço da Mata. Poucas pessoas no local aceitaram os alimentos - um total de cerca de 20 quilos colocados em um cesto de vime. A entrada da loja foi bloqueada por uma faixa em defesa da soberania alimentar, que era segurada por duas pessoas. Protesto contra o etanol e o agronegócio, contra a pobreza e a mercantilização e em defesa da reforma agrária foram alguns dos motes presentes em faixas, panfletos e discursos. A manifestação durou cerca de uma hora. No início eles ficaram na calçada em frente a da MacDonalds, expondo as faixas e panfletando. Depois passaram para a calçada da rede de lanchonetes. Dois policiais militares observaram a movimentação. Ao término, os manifestantes saíram em caminhada distribuindo os alimentos que, pregavam, são orgânicos, pertencem à cultura do povo e só fazem bem à saúde.

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