MST avisa que vai desrespeitar decisão da Justiça em SP

A coordenação regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) informou hoje que não desocupação a fazenda Tapyr amanhã, como determinou a Justiça. O movimento programou um protesto pela manhã no comércio de Suzanapolis. O objetivo é protestar contra a decisão da Justiça. A área foi invadida na manhã de sexta-feira por 200 famílias de sem-terra, em Suzanapolis (na Alta Noroeste do Estado). No sábado, o juiz Luiz Guilherme Pião, da Comarca de Pereira Barreto, concedeu liminar de reintegração de posse aos herdeiros da família Schmidt, dona dos 2.927 hectares da fazenda. Segundo a liminar, os sem-terra teriam três dias para deixar de forma voluntária os 25 hectares que ocupam na fazenda. "O prazo termina nesta terça-feira, mas as famílias decidiram que não vão deixar a área", afirmou uma das coordenadoras do MST na região, Amanda Matheus. A fazenda, que pertencia a Erna Suzana Schmidt, foi considerada improdutiva pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em janeiro deste ano. Os herdeiros, por meio Luiz Sérgio Segreto, recorreram da decisão. O processo corre na Justiça Federal, em Jales. Por isso, o MST entende que a liminar de desapropriação concedida por Pião não precisa ser obedecida, diz Amanda Matheus. Segundo ela, o movimento prepara um agravo de instrumento para tentar suspender os efeitos da liminar. Além da Tapyr, o MST invadiu na sexta-feira a fazenda Timboré, em Andradina. Cerca de 60 famílias permaneciam hoje acampadas na Timboré, que tem 793 hectares e também foi considerada improdutiva pelo Incra. O fazendeiro Edson Leite de Moraes, proprietário da área, entrou com pedido de reintegração no Fórum de Andradina.

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