MST ataca transgênicos e pede CPI

O MST vai montar acampamentos nos centros das capitais e intensificar as invasões de fazendas neste mês, para protestar contra os alimentos transgênicos e cobrar a instalação de CPI da Corrupção. O movimento vai protestar, ainda, contra a não-realização do julgamento dos responsáveis pelas mortes de 19 sem-terra em Eldorado do Carajás (PA), que ocorreu dia 17 de abril de 1996.Um dos coordenadores nacionais do movimento, Gilmar Mauro, não descartou ocupações de prédios públicos neste mês. Mauro afirmou que serão feitos acampamentos no maior número possível de capitais. Em São Paulo, o MST pretende fazer barracas para 3 mil mulheres, que ficarão reunidas por três dias na cidade. Os sem-terra queriam colocar as barracas de lona no centro da cidade, mas estão negociando com a prefeita Marta Suplicy uma área em um estádio.No dia 17, os sem-terra irão realizar passeata na Avenida Paulista e ato público na Praça da Sé. "Vai ser protesto forte", disse Mauro. A expectativa do MST é de que ocorram protestos simultâneos em países da Europa e da América Latina, já que o dia 17 foi escolhido como o Dia Internacional da Luta Camponesa por organizações internacionais. Mauro disse que deverão ocorrer ainda atos públicos em frente a várias lanchonetes McDonald?s. "Eles são o símbolo do capitalismo e têm um padrão alimentar longe do que queremos", disse Mauro.

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