MST anuncia que promoverá novas ocupações em Minas

O coordenador estadual do Movimento dos Sem-Terra (MST) em Minas Gerais, Ademar Paulo Ludwick Suptitz, anunciou nesta segunda-feira ?novasjornadas de ocupações? no Estado, como parte da onda nacional de ações do movimento para cobrar agilidade no processo de reforma agrária e lembrar o confronto de 1996, de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, quando 19 sem-terras foram mortos pela Polícia Militar.?Não diria que nós vamos fazer um inferno em Minas, mas vamos incomodar muito os latifundiários?, afirmou Suptitz, referindo-se à polêmica declaração do líder nacional do MST, João Pedro Stédile, que prometeu ?infernizar? e afirmou que abril será ?o mês vermelho?. Suptitz ressalta que a intenção é ?criar conflito? social para o ?governo resolver?. O coordenador revela que uma das estratégias do movimento em Minas é invadir áreas que atualmente estão à espera de decisões judiciais. Segundo Suptitz, o desaparelhamento do Incra em Minas ?emperra? o processo de assentamento no Estado. ?O último assentamento nosso aconteceu em 1998?, reclamou. Pelo Plano Nacional de Reforma Agrária, a meta de assentamento no Estado para este ano foi fixada em 4,75 mil famílias. O superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marcos Helênio, admite, porém, que dificilmente a meta será cumprida. ?Eu sou muito sincero, com os processos que estão tramitando, não passaria de duas mil famílias?. Helênio disse que concorda com as críticas em relação ao desaparelhamento do órgão, mas afirma que, no ano passado, pelos menos seis áreas mineiras foram desapropriadas e destinadas a acampamentos do MST, que conseguiu um ?êxito razoável? no Estado.

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