MST ainda espera afastar juíza do caso Carajás

Se depender do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o julgamento dos 149 policiais militares acusados de matar 19 lavradores em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, não será realizado a partir do próximo dia 14, como deseja a juíza responsável pelo processo, Eva do Amaral Coelho. Motivo: o recurso do MST contra a permanência de Eva no comando do processo ainda não foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No último dia 5 de março, o ministro do STJ, Jorge Scartezzini, mandou suspender a sessão do Tribunal do Júri que seria realizada no dia 8. Alegou que o TJ do Pará tinha primeiro que julgar o pedido de afastamento de Eva. O MST alega que a juíza estaria "agindo com parcialidade" no processo, favorecendo os acusados. Mas, por unanimidade, as Câmaras Criminais Reunidas do TJ paraense decidiram mantê-la no comando do processo."O julgamento desse recurso está demorando muito", critica o líder do MST no Estado, Raimundo Nonato Coelho de Souza. Ele garante que, sem a manifestação do STJ, os advogados do MST que atuam como assistentes da acusação aos militares não irão participar do julgamento. "Não sou eu quem vai julgar os acusados, mas o júri composto por sete pessoas", justifica Eva. Ela assegura que não pensa em abandonar o processo. As três sessões do júri serão realizadas nos dias 14 e 27 de maio e 10 de junho.

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