MST agrava congestionamento em hora de pico no Recife

Objetivo foi mostrar o descontentamento com os governos federal e estadual em relação à reforma agrária

Angela Lacerda - Agência Estado

19 de abril de 2010 | 11h55

Divididos em três grupos, cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) fizeram caminhadas em avenidas de grande tráfego de veículos na manhã desta segunda-feira, 19, em horário de pico, provocando intenso congestionamento no Recife. Eles deixaram a sede do Incra, na avenida Rosa e Silva, onde estão acampados desde o sábado, 17, e se subdividiram em três grupos que seguiram três roteiros diferentes - avenidas Abdias de Carvalho, Caxangá e Norte - encontrando-se na Avenida Agamenon Magalhães - que liga a zona sul da capital a Olinda.

 

O objetivo da ação, previamente planejada, foi mostrar o descontentamento do movimento com os governos federal e estadual em relação à reforma agrária."Foi um protesto pacífico dentro da nossa luta pelo fim do latifúndio", afirmou o líder do movimento, Jaime Amorim, que acredita que "assim como eliminamos a escravidão, o latifúndio também será eliminado".

 

Por volta das 9h30, os sem terra retornaram ao Incra, onde à tarde uma comissão irá se reunir com os superintendentes do órgão das regionais Recife e Petrolina (sertão do São Francisco) para negociar em torno de uma pauta do movimento. Amorim destaca que no ano passado somente 70 famílias foram assentadas em Pernambuco. Nesta terça-feira, 20, a negociação será com o governo do Estado. "Se os resultados forem favoráveis, deveremos deixar o Incra na sexta-feira", avisou Amorim. "Caso contrário, poderemos ficar aqui por tempo indeterminado".

Tudo o que sabemos sobre:
MSTRecife

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.