MS e União compram fazenda para sem-terra

A segunda parte da Fazenda Itamarati Sul, situada em Ponta Porã (MS), na divisa com o Paraguai, foi comprada pelo Governo Federal. Nesta tarde, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann e o governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, assinaram a escritura do imóvel, que foi propriedade do empresário Olacir de Moraes, e a maior produtora de grãos alimentícios do País. São 25.100 hectares que custaram aos cofres públicos R$ 27,5 milhões, a serem pagos em 20 anos com TDAs (Título da Dívida Agrária), valor que equivale a R$ 1,1 mil por hectare, preço 15% abaixo do praticado na região, conforme garantiu o ministro. Ele explicou que o negócio é uma parceria com o Governo do Estado, para o assentamento de 1.300 famílias de sem-terra. Lembrou que os investimentos do Programa Nacional de Reforma Agrária no MS em 2000 e 2001 chegam a R$ 220 milhões. Jungmann lamentou a realização de um protesto marcado para amanhã, no quilômetro 210 a BR-267, onde foi armada hoje uma tenda de lona plástica para abrigar pelo menos mil produtores rurais. O protesto será contra as invasões de fazendas no MS. "Os fazendeiros estão na contra mão do processo de reforma agrária", disse o ministro. Índios - Em Maracaju, a 70 quilômetros de Campo Grande, 30 dos 60 índios caioás-guaranis que habitam a Aldeia Sucuri, com 64 hectares, foram expulsos do local pelo vice-cacique Orlando Toriba. Segundo Toriba, "trata-se de um grupo que queria tomar a aldeia e teve que ser expulso". Os expulsos foram recolhidos por um fazendeiro da região que permitiu o acampamento deles dentro de sua fazenda. O coordenador do Núcleo da Funai em Dourados, Jonas Rosa, disse que está procurando outra área para os "rebeldes".

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